22/04/2015
menos mais
Linha Azul

CIPA: verdade ou mentira?

Muitos perguntam se a CIPA contribui - de fato - para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais nos ambientes de trabalho e, para esta pergunta podemos ter duas respostas verdadeiras.

Parece absurdo, mas, não é! Aquela CIPA burocratizada, fajuta, eleita, muitas vezes, de forma fraudulenta “para inglês ver”, destinada simplesmente para cumprir a legislação, também chamada de CIPA no papel, implantada numa empresa onde o empregador não prioriza ou não enxerga a importância das questões de segurança e saúde do trabalhador (SST).

Fatalmente esta CIPA em nada contribuirá para um ambiente saudável, onde as coisas acontecerão de forma positiva para a empresa esses trabalhadores.

Contudo, a CIPA participativa, legitimamente eleita pelos trabalhadores, instalada numa organização onde a cultura da SST esteja presente, cristalina e verdadeira, poderá fazer a diferença na promoção da saúde no trabalho, poderá facilitar outras leituras, quanto à qualidade e a produtividade, de forma mais humana e comprometida.

Certamente oportunizará resultados que irão transcender as questões da SST e atingir os campos da economia, com sustentabilidade, potencializando uma competitividade saudável e duradoura, onde todos – empregadores e trabalhadores – sairão lucrando.

A CIPA, além da consciência da sua missão, por todos os envolvidos, deverá fazer um Plano de Trabalho simples, sem burocracia, quer contemple objetivos, metas, cronograma de execução e estratégia de ação, como ferramenta de trabalho – importante – para uma gestão competente.

Vale ainda ressaltar que uma CIPA produtiva deverá:

  1. Conhecer todos os riscos existentes no local de trabalho, preferencialmente levantados por meio de um bom MAPA DE RISCOS, feito - realmente e exclusivamente - pelos cipeiros, e com a participação da maioria dos trabalhadores, única condição verdadeira sob os pontos de vista conceitual e legal;

  1. Estudar e discutir propostas de melhorias ou soluções para eliminar os possíveis riscos constatados;

  1. Definir com os colegas de trabalho as prioridades, sempre por consenso dos trabalhadores, negociar as propostas de melhoria com a empresa;

  1. Acompanhar ou monitorar todas as etapas das mudanças;

  1. Atuar com sintonia total com todos os programas de prevenção adotados pela empresa, como PCMSO, PPRA e outros.

Certamente a CIPA com esta consciência, poderá fazer parte da resposta VERDADE!

Facebook Twitter Pinterest Google Plus Tumblr

Leia Também